Instituto Adotar

Um filme sobre a confiança que nasce quando alguém volta. Para o Instituto Adotar, desenvolvemos uma narrativa que aproxima o público do acolhimento e convida a apoiar sua continuidade.

Cliente
Instituto Adotar
Ano
2026
O desafio

Apresentar o valor do cuidado a quem pode ajudar a mantê-lo.

O Instituto Adotar precisava de um vídeo para uma apresentação institucional. A peça deveria despertar interesse pelo trabalho e mostrar a importância de dar continuidade ao acolhimento sem usar o argumento e os clichês de campanhas assistencialistas.

O desafio era traduzir essa responsabilidade em uma história próxima de quem assiste. Alimentação, companhia e atenção precisavam aparecer como experiências que constroem confiança na vida de uma pessoa.

O desejo do cliente

Sensibilizar pessoas para que outras tenham com quem contar.

O Instituto conecta voluntários, instituições e parceiros a pessoas em situação de vulnerabilidade. Sua atuação depende de uma participação organizada e contínua, capaz de sustentar o cuidado no cotidiano.

O filme deveria expressar esse compromisso e convidar novos apoiadores a participar. Queríamos que o público compreendesse quanto uma presença constante pode significar para alguém que viveu a insegurança de não saber o que aconteceria no dia seguinte.

O diagnóstico

A emoção estava na repetição dos pequenos gestos.

A partir do roteiro apresentado pela equipe da Dezoito08, identificamos o argumento central do filme: a confiança se constrói quando o cuidado se repete.

As visitas de sábado, a comida disponível e a companhia durante uma madrugada de febre davam forma a essa ideia. Esses detalhes permitiam compreender o acolhimento pelo ponto de vista de quem o recebe.

A mochila azul, que a personagem nunca desfazia completamente, tornou-se o principal elemento de continuidade da narrativa. No início, estava preparada para uma nova partida. Ao final, permanecia guardada, já sem a urgência de ir embora.

A solução

Uma história em primeira pessoa, contada pelos detalhes.

Construímos o filme a partir das lembranças de uma mulher adulta que passou parte da infância em uma casa de acolhimento antes de ser adotada. A narrativa acompanha o tempo necessário para que ela pudesse confiar na família e reconhecer aquela casa como sua.

Na direção de arte, priorizamos objetos, mãos e ambientes. A cesta de pão ao alcance da menina, os sapatos ao lado da cama e a luz acesa no corredor ajudam a contar a história sem depender da exposição dos rostos.

A produção visual com inteligência artificial foi orientada por essa escolha, buscando continuidade entre os cenários, os objetos e as diferentes fases da personagem. A busca por uma estética cinemática, com lentes antigas e a textura em película deu ao filme o acabamento necessário para simular um olhar da protagonista sobre a sua própria história. A edição acompanha a locução e reserva pausas para os momentos em que um gesto precisa ser observado.

O filme apresenta o cuidado como um compromisso que precisa continuar amanhã, com a participação de quem decide estar presente.